Painel de azulejo, fonte, o rumorejo da água... arte. Água que escorre da fonte... música imemorial. Paredes descascadas no bar remetem à origem colonial do edifício. Um belo desenho geométrico compõe o piso de madeira da sala de estar. Um contraponto entre o antigo e o moderno no mobiliário. Misteriosos biombos no limiar das salas. Minúcias da decoração em louças, vidros, quadros nas paredes e luminárias. O oculto e o manifesto. Cada recanto uma revelação!
Música ambiente suave para não perturbar as conversações, vídeo mais imagem que som. No bar, a TV não estorva os que ali se encontram. E sempre os cuidados com a higiene e a limpeza. A proposta da casa, além de se estabelecer como um centro para relaxamento e diversão, privilegia o contexto histórico-geográfico em que se encontra: não interfere na harmonia arquitetônica externa e nem pretende, internamente, instalar equipamentos que não se coadunem com o espaço físico existente.
Detalhes e sutilezas prendem os sentidos de quem entra nas Thermas Parahyba, um empreendimento localizado num antigo casarão restaurado no Centro Histórico de João Pessoa, a terceira cidade mais antiga do Brasil. Uma explicação plausível para essa ambientação pode residir no desejo de resgate dos antigos clubes masculinos: um recinto para se encontrar amigos, conhecer pessoas, conversar, tomar uma sauna, divertir-se, sorver um drink ou uma cerveja, relaxar, descansar, contemplar. Um remanso na correnteza do cotidiano. |